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O Resgate do Bom Senso
O Resgate do Bom Senso Imagem criada pela IA Nano Banana Pro

O Resgate do Bom Senso: Um Manifesto pelo Diálogo em Tempos de Cólera

O Desejo Universal

“Seria tão bom se o bom senso imperasse nas relações humanas. Primeiro pela capacidade de dialogar, segundo pela verdade no que diz e faz, terceiro porque fica muito mais fácil encontrar a solução e ir pra casa desfrutar a vida.”

Esta frase simples resume o anseio silencioso da maioria da humanidade. No entanto, ao olharmos pela janela — ou para as telas de nossos smartphones — o que vemos é o oposto: um mundo fraturado. Estamos vivendo uma crise de convivência, pressionados pela urgência climática e divididos por trincheiras ideológicas que separam extrema-direita, esquerda, neoliberalismo e socialismo. Mas como chegamos aqui? E, mais importante, como saímos?

1. A Saga Humana: Da Caverna à Cruz

Para entender nosso caos atual, precisamos olhar para trás. A humanidade sempre lutou para organizar o convívio social.

  • A Razão de Platão: Na Grécia Antiga, Platão nos alertou sobre o perigo das sombras. Em sua Alegoria da Caverna, ele descreveu uma humanidade presa a ilusões, confundindo sombras com a realidade. Hoje, as “sombras” são as fake news, os algoritmos de bolhas e o viés de confirmação. Platão nos ensinou que a sociedade ideal (A República) só se constrói através da Dialética — a arte de debater ideias para chegar à verdade, e não para destruir o oponente.
  • A Ética de Jesus: Séculos depois, Jesus de Nazaré introduziu uma revolução sociológica que transcende a religião: a ética da alteridade. Ao propor “amar ao próximo como a si mesmo”, ele estabeleceu a base dos Direitos Humanos universais. Ele rompeu com a lógica do “olho por olho” e propôs o perdão e o acolhimento. Não era apenas teologia; era uma política pública de convivência baseada na empatia radical.

2. O Labirinto Moderno: Polarização e Clima

Hoje, parecemos ter esquecido tanto a razão grega quanto a empatia cristã. Estamos diante de um desafio existencial — as mudanças climáticas — que exige cooperação global imediata. No entanto, estamos paralisados por rótulos:

  • O Neoliberalismo e a Esquerda: Enquanto um lado foca na liberdade de mercado e o outro na justiça social, a ciência política moderna (estudada em centros como Oxford e Cambridge) sugere que essas visões não deveriam ser inimigas mortais, mas contrapesos necessários. O mercado gera riqueza; o Estado garante que ela não destrua a dignidade humana. Sem esse equilíbrio, caímos na barbárie.
  • Extremismos: O perigo atual, apontado por cientistas sociais da USP e UFRJ, é a morte do diálogo. Quando a política vira “nós contra eles”, a verdade (o segundo ponto do seu texto inicial) é a primeira vítima.

3. O Que Diz a Academia? (Cambridge, UFF, USP, Oxford)

Se buscarmos soluções nas cátedras de Sociologia e Ciência Política das maiores universidades do mundo e do Brasil, encontraremos um consenso sobre o caminho a seguir:

  • Ação Comunicativa (Jürgen Habermas – Influente em Oxford/USP): A democracia só funciona se houver uma “esfera pública” saudável, onde o melhor argumento vence, não o grito mais alto. Precisamos recuperar a capacidade de ouvir quem pensa diferente sem desumanizá-lo.
  • Justiça como Equidade (John Rawls – Harvard/Cambridge): Uma sociedade justa é aquela onde, se você não soubesse em que família, raça ou classe social nasceria (o “véu da ignorância”), você ainda escolheria viver nela. Isso justifica a necessidade de políticas públicas robustas.
  • Pedagogia da Autonomia (Paulo Freire – Referência na USP/Mundo): Não há transformação sem educação crítica. A educação não é apenas transferir dados, é ensinar a ler o mundo, a questionar e a respeitar a diversidade.

4. A Proposta: Um Novo Pacto Social

Como, então, aplicar o “bom senso” para “encontrar a solução e ir para casa desfrutar a vida”? A solução passa por três pilares fundamentais, sustentados pela ciência social moderna:

A. Políticas Públicas Baseadas em Evidências, não em Ideologia Precisamos de governos que atuem com pragmatismo. O clima não espera que decidamos se o aquecimento global é “de esquerda ou de direita”. A transição energética e a sustentabilidade devem ser políticas de Estado, suprapartidárias.

B. Liberdades Individuais e Diversidade (Religiosa e Sexual) Estudos da UFF e UFRJ sobre antropologia urbana mostram que a diversidade é o maior ativo de uma nação.

  • Diversidade Sexual: Garantir direitos LGBTQIA+ não é “ameaçar a família”, é expandir a cidadania. Uma sociedade onde todos podem ser quem são é uma sociedade menos violenta e mais produtiva.
  • Liberdade Religiosa: O Estado Laico é a única garantia de que todas as fés (e a ausência delas) sejam respeitadas. A fé deve inspirar valores, nunca ditar leis civis.

C. Educação como Motor de Empatia A educação deve voltar a ser a base. Não apenas técnica, mas humanista. Precisamos ensinar Lógica (para combater fake news) e Cidadania (para conviver com a diferença).

O Diálogo Pró-Positivo

Voltando ao texto que inspirou esta reflexão: “Fica muito mais fácil encontrar a solução”.

A solução não virá de um “salvador da pátria”, seja ele de esquerda ou de direita. A solução virá do diálogo pró-positivo: a capacidade de sentar à mesa com quem discordamos e dizer: “Temos problemas reais (clima, fome, desigualdade). Vamos focar no que concordamos para resolvê-los?”

O bom senso é revolucionário. Em um mundo que lucra com o conflito, escolher a verdade, o diálogo e a paz é o ato de rebeldia mais urgente que podemos cometer. Só assim poderemos, finalmente, ir para casa e desfrutar a vida.


“E você? Consegue dialogar com alguém que pensa diametralmente o oposto de você sem perder a calma? No próximo jantar de família ou debate online, tente praticar a ‘escuta ativa’. O mundo muda um diálogo de cada vez.”

No vídeo abaixo acesse a narração do texto com música.

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